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CONSTELAÇÃO – por LIA SAMPAIO

SEJA BEM-VINDO, CARO VISITANTE, AO SITE DO CENTRO DE ESTUDOS CLAUDIO ULPIANO

Aqui você encontrará uma parte das lendárias aulas de filosofia de Claudio Ulpiano. Você poderá ouvi-las em Aulas em Áudio, lê-las em Aulas Transcritas, ou assistir sua conferência filmada sobre Espinoza. Poderá ainda assistir ao célebre filme de Gilles Deleuze – Abecedário – com legendas em português. Nas seções Colunistas e Colaboradores, encontrará textos de vários autores sobre temas contemporâneos. Você está convidado a deixar seus comentários, propor ou levar adiante uma discussão, sugerir novas seções e enviar trabalhos. São estas alianças e conexões que nos permitirão conservar viva a atmosfera que prevalecia em torno das aulas de Claudio: a amizade na filosofia. Para ficar a par das atualizações, faça agora a sua inscrição. Se quiser entrar em contato com a nossa equipe, ou nos enviar algum material, clique em Fale conosco.

Esta coluna ficou parada por cerca de quatro meses. Peço desculpas aos meus poucos leitores. Não creio que adiante elencar os motivos desta longa interrupção ou atraso. Melhor agir estoicamente e passar logo à coluna.

Agir “estoicamente”. O que isto quer dizer? Falo de agir segundo a inspiração dos filósofos gregos do século III a.C. – denominados estóicos por conta do pórtico com pinturas (Stoa poikilê) onde se reuniam em Atenas? Ou me refiro a uma ação quase indiferente, austera e impassível – aqui, diante do meu atraso e de seus motivos – conforme depreendemos do adjetivo? Até que ponto o termo comum “estóico”, usado para qualificar uma atitude ou ação, corresponde à corrente filosófica grega de onde deriva? Quem foram os estóicos e qual a sua importância para o pensamento?

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A Saúde da Beleza – filosofia e pop: entrevista com Paulinho Moska (dezembro de 2011)

quinta-feira, janeiro 12, 2012 @ 04:01 PM
postado por: Editoria

Nesta entrevista, Moska fala da relação entre a filosofia e a arte, a filosofia e a poesia, a filosofia e o pop. Descreve seu encontro com Ulpiano, a forte amizade entre os dois, e como o filósofo se tornou seu intercessor, no sentido deleuzeano. Fala do exercício de compor, da sua associação com a música e com a arte em geral.

Aula de 03/11/1994 – Rizoma e memória de curta duração

quinta-feira, janeiro 12, 2012 @ 03:01 PM
postado por: Editoria
Rizoma: Parte 1
Rizoma: Parte 2
Rizoma: Parte 3
Rizoma: Parte 4
Rizoma: Parte 5
Rizoma: Parte 6
Rizoma: Parte 7

No final desta aula, Paulinho Moska, que fazia parte deste grupo de alunos de Ulpiano, canta duas de suas composições: Gotas de tempo puro e Contrasenso. Nós mantivemos estas canções na gravação. Elas mostram – ao vivo, e belamente – não só a atmosfera que rodeava as aulas de Ulpiano, de rigor e alegria ao mesmo tempo, mas ainda a intersecção entre a filosofia e a vida, a filosofia e a arte, que ele sempre exaltou.

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Aula de 13/10/1994 – Uma canção pode mudar o mundo: beleza e senso comum

segunda-feira, novembro 28, 2011 @ 03:11 PM
postado por: Editoria

Beleza e senso comum: Parte 1
Beleza e senso comum: Parte 2
Beleza e senso comum: Parte 3
Beleza e senso comum: Parte 4
Beleza e senso comum: Parte 5

(…) “Porque o homem não pode escapar do tempo orgânico.  E o homem é solipsista: ele projeta seu ser sobre o mundo. Então, ele vê um mundo orgânico. Mas há uma maneira de nós atingirmos o tempo cristalino, e é exatamente o que Proust vai nos ensinar. Nós temos que quebrar o bom senso, quebrar o senso comum. Rompendo com eles, nós entraremos na linha do tempo cristalino. Nós entraremos no que, por exemplo, Proust, Deleuze, Visconti, chamam de quarta dimensão: a beleza. Este tempo cristalino é a própria beleza. Não é qualquer homem que pode entrar na beleza; ao mesmo tempo, todos os homens poderiam. Porque todos nós temos a faculdade do pensamento puro”.

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SHORT CUTS: As Cidades III – Mariza Gualano

quinta-feira, novembro 17, 2011 @ 11:11 AM
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Maurice Pialat foi um cineasta provocador, polêmico, e realizou obras autorais que marcaram sua cinematografia.

Antes de se tornar conhecido com longas como Loulou, Van Gogh e Sob o Sol de Satã, pelo qual ganhou a Palma de Ouro em Cannes, realizou uma série de curtametragens. O primeiro é O Amor Existe/ L’Amour Existe de 1961. O filme é uma viagem poética e política pelos subúrbios de Paris no fim dos anos 50. A câmera de Pialat e o narrador Jean Loup Reynold vão nos falando sobre a decadência durante a urbanização da cidade e a condição precária dos imigrantes e trabalhadores que vivem em barracas. E tudo isso a poucos quilômetros do Champs Elisées.

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Aula de 06/10/1994 – “Considera a Flebas, à Literatura, e à Vida”

domingo, novembro 6, 2011 @ 06:11 PM
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Considera a Flebas:Parte 1
Considera a Flebas:Parte 2
Considera a Flebas:Parte 3
Considera a Flebas:Parte 4

“Os seres vivos manisfestam a vida, mas não são eles a própria vida. Este é o ponto de partida, e é de uma grande dificuldade… Mas se fizermos um pequeno esforço, vamos verificar que atravessa dentro de nós uma força que de maneira alguma as estrtuturas físico-químicas dão conta. E é exatamente esta força dentro de nós que Deleuze, Espinoza, e outros, vão tornar tema da sua investigação filosófica. Ou seja, nós vamos agora ver uma filosofia que ao invés de querer falar sobre as coisas que estão aí no mundo, esta filosofia vai querer narrar para nós o que são estas forças imperceptíveis, invisíveis, chamadas Vida”.

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Espaços Fantásticos em Suspiria de Dario Argento – Eliane Lima

sexta-feira, outubro 28, 2011 @ 10:10 AM
postado por: Editoria

O esquema realidade versus fantasia é normalmente abordado em leituras psicanalíticas como um significante para justificar interpretações sobre personagens, ações e reações. Meu argumento segue a pesquisa de Anna Powell em conexão com Gilles Deleuze. Powell não só entendeu o que a taxonomia das imagens cinematográficas de Deleuze faz, mas ela também introduziu alguns dos conceitos de Deleuze em cenas de filmes de terror. Ela analisa a ligação entre Deleuze e Henri Bergson sobre a imagem em movimento e os movimentos intensivos versus extensivos das imagens percepção e afecção[1] . Powell fala sobre o valor intensivo da luz e das cores em relação à imagem em movimento. As imagens de Suspiria aparecem em nossos sentidos porque Dario Argento cria um evento cheio de intensidade, onde as ações e a narrativa não se associam para agir como um todo, mas como um evento de elementos composto pela mise-en-scène. A mise-en-scène cria um clima de horror onde o espectador não reage com sentimento de terror, mas com atração pela beleza do evento.
O mundo dos sonhos e da idéia do absurdo e/ou fantasia, que complicam o tempo e, consequentemente, mudam nossas percepções, serão analisados ​​neste trabalho, a fim de reafirmar que o corpo cinematográfico não precisa ser motivado pelo “sensório-motor”[2]. Em vez disso, o corpo cinematográfico pode ser explorado pelas forças intensivas apresentadas nos espaços fantásticos. A fantasia apresenta uma ruptura com a representação da realidade. Em muitos filmes, espaços fantásticos estão associados com o labirinto. Em Suspiria, Dario Argento usa simetria para introduzir essa associação. O filme também questiona o que os labirintos representam em termos de espaço. Neste artigo, os elementos ópticos e sonoros que Argento usa para mudar alguns aspectos da narrativa serão analisados ​​para mostrar como Suspiria apresenta um espetáculo de imagens que exploram as idéias da realidade versus fantasia.

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BEAUTY of DESPAIR – quARTo PerformingArts

segunda-feira, outubro 24, 2011 @ 11:10 AM
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by quARTo PerformingArts
“Para Espinosa, o mundo, ou a natureza, é constituído de um todo infinitamente complexo onde, em cada criatura, ou coisa, se expressa um certo grau de força, uma força que está em constante interação com todas as outras forças circundantes. É um todo onde tudo é um, mas ao mesmo tempo infinitamente diferenciados, em perpétuo movimento, nas relações constantes de composição e decomposição. É também um mundo onde não há modelos morais ou tons acima, mas a questão é um pouco sobre como e de que forma, as diferentes forças interagem uma com as outras, como se fortalecem ou enfraquecem uma a outra, como elas parecem criativas ou destrutivas. A interação entre as forças é o que está no centro: em outras palavras, tudo se resume à questão de como as forças – Nós todos, os seres humanos e tudo o mais combinado: como nós afetamos uns aos outros, constantemente, de forma consciente, inconsciente, intencionalmente, ou sem querer e, nesse afeto, conjuntamente e constantemente a existência assume ou vem a tomar novas formas, cria identidades, eleva-se a novas constelações.”


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Aula de 19/07/1995 – Plano de imanência: esse turbilhão de luz

terça-feira, outubro 18, 2011 @ 11:10 AM
postado por: Editoria

(…)“Eu vou dizer que esses antigos presentes são peixes; e que esses peixes têm que estar em algum lugar. Esse lugar é um mar. Os peixes ficam no mar. O que são os peixes? São os antigos presentes. Quando a memória funciona, ela é como um anzol: vai e pesca os peixes e os traz para o presente. Isso que é a memória: ela traz o ANTIGO PRESENTE para o PRESENTE ATUAL.  A reminiscência não trabalha com peixes, trabalha com o mar. O mar é o tempo puro, que abriga os peixes”.

Exatamente como na aula passada, nós hoje vamos começar falando sobre Imagem do Pensamento. E para falar sobre Imagem do Pensamento eu vou usar Proust ― tomando por base um livro do Deleuze chamado Proust e os Signos (eu vou procurar facilitar e falar meio devagar, para ver se nesse meio tempo o “quadro” chega aqui, tá?). Retomando a aula passada, a idéia da existência de um sujeito humano; ou seja, o saber da existência de um sujeito humano que seria constituído por um conjunto de forças. E aqui já passamos para uma linguagem do Nietzsche, mas isso agora não importa.

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Aula de 29/09/1994 – A ignorância de Adão ou uma lição de Espinoza

quarta-feira, outubro 5, 2011 @ 04:10 PM
postado por: Editoria

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